Palavra de autoridade

SUCOS DESINTOXICANTES  (Palavra de autoridade) escrito em domingo 10 janeiro 2010 15:36

por  Conceição Trucom

Você não precisa iniciar com mudanças radicais na sua alimentação para manter ou criar a saúde do seu corpo.Um primeiro passo importante, para ativar um fluxo diário de limpeza e desintoxicação de todas as impurezas do nosso organismo, é fazer uso de sucos frescos no seu cardápio matinal. Eles têm baixas calorias, previnem doenças e facilitam o trânsito intestinal.

Sucos não são remédios. São alimentos puros e nutritivos que oferecem ao corpo energia, vitaminas, sais minerais e fibras, para que ele se mantenha saudável.

Os benefícios dos sucos são numerosos, porque a absorção dos nutrientes é mais rápida e intensa. Vejamos alguns deles:

- Melhoram o sistema cardiovascular, inclusive no controle da hipertensão, quando ajuda na desintoxicação do sangue.
- Aumentam a disposição e a hidratação, suavizando a pele e dando mais brilho aos cabelos.
- Ajudam na melhoria da qualidade do sono, da memória e da lucidez.
- Ativa o sistema imunológico, portanto previne o câncer e aumenta a resistência a gripes e resfriados.
- Aumentam o volume e o trânsito intestinal, prevenindo problemas de constipação.

Evite tomar sucos industrializados e concentrados de caixinha, garrafa ou lata. Os ingredientes passam por uma espécie de aquecimento (pasteurização) para evitar a deterioração, além dos famosos aditivos e conservantes químicos.
O suco fresco, contendo frutas e hortaliças, é sem dúvidas, o mais saudável. Deve ser ingerido imediatamente após o seu preparo, para que não perca seus efeitos nutricionais.

SUCOS IMPORTANTES

De frutas cítricas: Fonte de vitamina C, que retarda o envelhecimento e previne doenças infecciosas.

De cenoura com aipo: Um bom revigorante.

De folhas verdes: Ricos em clorofila trazem serenidade e ativam todo o sistema digestivo. Energisa, limpa o sangue e combate a prisão de ventre.Misture sempre com o limão para proporcionar a perfeita fixação do ferro.

De alimentos com betacaroteno: Ajudam aa prevenir certos tipos de câncer. São eles a cenoura, agrião, espinafre, beterraba, brócolis ...

SUCOS INFALÍVEIS

Imunidade: 2 maçãs + 1 laranja descascada deixando a parte branca + ramos de manjericão + 1 limão inteiro (polpa e casca).

Calmante: 1 cenoura + 1 maçã + 1/2 molho de alface (talo incluso) + 1 limão inteiro (polpa e casca).

Desintoxicante: 1 cenoura + 1 pepino (com casca) + 1/2 beterraba crua + 1 xícara de hortelã + 1 limão inteiro (polpa e casca).

Digestivo: 1 xícara de abacaxi em cubos + 1 cenoura + 1 xícara de hortelã + 1 limão inteiro (polpa e casca).

Energético: 1 xícara de uva itália sem as sementes + 3 kiwis + 1 laranja pêra descascada deixando a parte branca.

Mousse laxante: 1 fatia de mamão formosa (o papaia é mais calórico) + suco de 1 laranja + suco de 1 limão + 5 ameixas secas sem caroço (ou 2 colheres de sopa de uva passa sem caroço). Bater tudo no liquidificador e tomar sem coar.

Engana fome: 1 tomate + 1/2 pepino com casca + 1 talo de salsão + suco de 1 limão. Bater tudo no liquidificador, temperar com molho shoyo ou uma pitada de sal e tomar no intervalo da manhã ou da tarde.

Especial Energético: Dizem que é o suco do renascimento. Previne gripes e resfriados e potencializa a cura de problemas infecciosos. Ajuda a combater náuseas e deixa a pele suave. 4 cenouras + 1 maçã descascada + 1 limão inteiro (polpa e casca) + 2 laranjas + 1 pedaço de gengibre. Passar tudo pela centrífuga e tomar imediatamente.

IMPORTANTE:

Prepare os sucos em casa com frutas e hortaliças frescas, preferentemente orgânicas (principalmente pepino, berinjela, tomate e morango), e muito bem lavadas.

Tome o suco imediatamente após o seu preparo e não guarde sobras na geladeira ou congele. Após 5-10 minutos de preparo eles não terão mais as mesmas propriedades terapêuticas e nutricionais.

Você poderá prepará-los no liquidificador ou na centrífuga. Para quem consegue, o ideal é usá-lo sem coar, porque a presença de fibras é máxima e não existem perdas. Em ambos os casos, coado ou não, o ideal é ingerir o suco mastigando-o, ou seja, saboreando-o em pequenos goles.

Tente colocar o mínimo de água possível nas receitas, para evitar a diluição dos nutrientes.

O ideal é tomá-lo ao natural, ou seja, sem adoçar. Caso impossível, usar frutas secas (1/2 colher de sobremesa) como uva passa (ou ameixa preta picada) ou dose muito discreta de um adoçante natural (estevita). Aproveite para apreciar melhor o sabor dos alimentos "in natura" e começar a reduzir suas necessidades de ingerir açúcar em excesso.


ALERTA!

Nada de trocar almoço ou jantar por suco. Ele deve ser um complemento dos novos hábitos alimentares. O ideal é que seja ingerido pela manhã em jejum, momento mais adequado do dia, quando o corpo humano está mais preparado para a mobilização (eliminação) dos seus dejetos. Outro momento adequado seria num intervalo da manhã ou da tarde, quando aguardamos o melhor horário para a próxima refeição principal.

 

Sobre a autora:

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas
voltados para o bem-estar e qualidade de vida.

Visite seu Site no STUM e o www.docelimao.com.br
Email: mctrucom@docelimao.com.br

Extraído de:

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=1843

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Aligot...delíciaaaa!!!  (Palavra de autoridade) escrito em quarta 01 julho 2009 18:59

 

A complexidade da simplicidade

O aligot, deliciosa mistura de purê de batatas e diferentes queijos, é um dos pratos mais celebrados do D.O.M.

 

É impressionante como uma receita de poucos ingredientes e paladar infantil, como o aligot, desperta tanto prazer ao comensal do D.O.M. E não é só pelo sabor e pela textura da receita, mas também pelo serviço no salão. Como na boa e velha restauração, o maître estica a mistura entre colheres a uma altura acima dos olhos do cliente, faz um grande mise-en-scène e pousa uma delicada porção sobre o prato. Cada serviço, que é quase uma brincadeira, significa uma pequena comemoração.

Para preparar um bom aligot, não há segredos. Ele é feito de purê de batatas (apresento a receita a seguir) e queijo. Três pontos valem ser observados durante o preparo: a altura do fogo, a firmeza e a constância dos movimentos durante o preparo. O aligot deve ser feito em fogo baixo porque tanto o purê quanto o queijo sofrem com temperaturas altas (nos dois casos, elas provocam desacomodação da gordura dentro da mistura). Se o aligot talhar, não tem jeito, a receita vai para o lixo e tem de ser iniciada novamente. Esse preparo não admite erro. Paciência e firmeza de movimentos durante a execução também são importantes para que haja uma boa distribuição de calor na panela e para que a mistura fique bastante homogênea.

Vamos, então, aos detalhes do preparo do purê. Ele deve ser feito com batatas do tipo rosenthal bem escolhidas e que não sejam demasiadamente serosas. Para checar isso, basta cortar um pedaço de uma batata e passar o dedo sobre a superfície descoberta. No contato, você vai perceber se ela tem naturalmente um pouquinho de cera. Batatas com cera em excesso não são boas. As ásperas também não. Elas vão conferir uma textura um pouco “farinhenta” ao purê. Escolhidas as batatas, vamos lavá-las, e cozinhá-las com casca em água com sal. Quando elas começarem a rachar, desligamos o fogo e escorremos as batatas. Com elas ainda quentes, e com um pano para proteger as mãos do calor, tiramos-lhes a pele, puxando-a com uma faca de ofício.

As batatas têm de estar quentes ao terminar a operação, por isso, ela tem de ser rápida. Depois de descascadas, vamos amassar as batatas duas vezes, e passar por uma peneira muito fina. O resultado dessa operação tem de ser uma massa com textura bem homogênea. Vamos então somar manteiga e creme de leite e emulsionar vigorosamente. Você pode parar o processo nesse momento e resfriar o purê. Mas nunca resfrie a mistura coberta. O líquido resultante da evaporação pode condensar sobre a cobertura, pingar sobre o purê e azedá-lo. Uma vez em temperatura ambiente, o purê pode ser levado à geladeira.

O clássico aligot é preparado com dois tipos de queijo, o tome de cantal ou o laguiole, que, por acaso, é o nome da cidade onde nasceu (e tem restaurante) um dos meus maiores ídolos da cozinha, Michel Bras. Ele usa o laguiole para preparar o aligot. Na nossa versão tupiniquim, usamos queijo-de-minas padrão (ao qual infelizmente falta padrão) e um segundo queijo, que vai conferir boa elasticidade à mistura. Aqui, vale lembrar que a elasticidade do queijo é diretamente proporcional à quantidade de gordura contida nele.

Meu segundo queijo costuma ser um bom e autêntico Gruyère. Geralmente, usamos 50% de cada um deles, mas se o minas padrão escolhido estiver bastante cremoso e com a gordura ideal, é possível diminuir bastante a quantidade do Gruyère. Já consegui fazer bons aligots com 100% de queijo-de-minas padrão, e garanto que é a melhor versão da receita.

Voltando ao preparo, vamos ralar o queijo com um ralador manual. Como ele é macio, é natural que acabe grudando um pouco, mas não se preocupe, isso não vai atrapalhar. Para finalizar a receita, em uma panela, vamos aquecer o purê de batatas, somar um pouco de creme de leite e, mexendo vigorosamente, juntar, aos poucos, primeiro, parte do queijo-de-minas, conferindo a consistência e, em seguida, um pouco de queijo Gruyère. Vamos proceder assim sucessivamente até atingir o ponto desejado. Mais uma vez repito, o fogo deve ser bem baixo. Como podemos ver, não existe segredo na receita, mas paciência e método. E só o exercício levará à perfeição.

Um dos momentos mais felizes da minha vida foi o dia que recebi no D.O.M. o Sébastien, filho de Michel Bras, e Roger, seu braço-direito da vida inteira. Terminei a refeição servindo minha versão do aligot, que foi aprovada por eles. Os dois acharam divertido encontrar num país tropical uma preparação tipicamente alpina, e aprovaram as mudanças de queijo que, segundo eles, rendeu uma receita um pouco mais leve, menos engordurada e com sabor um pouquinho mais delicado. Aligot não é salgado, aligot não é doce. É um prato de transição. Nos menus-degustação europeus, entre os pratos quentes (ou os salgados) e as sobremesas, há sempre uma preparação intermediária. E, lógico, os queijos costumam reinar nesse momento.

O Brasil, é fato, vem melhorando a qualidade de seus queijos, mas eles ainda estão distantes do padrão europeu (resultante de séculos de tradição no preparo). Por muitos anos, ofereci aos clientes uma tábua de queijos sem custo algum, que era solenemente recusada. O aligot veio então preencher essa lacuna. E é hoje uma vedete do restaurante. Há pessoas que até passam do limite. Pedem aligot como entrada ou para acompanhar peixes. Queijos pedem muita atenção em suas combinações. Não devem ser servidos com ingredientes de sabor delicado. E ao contrário do que se imagina, poucos vinhos fazem boa parceria com essa receita. Por isso, quando os clientes pedem para abrir a refeição com aligot ou combiná-la com peixe, me recuso a servir. Claro, sempre oriento meus profissionais a explicarem o porquê daquela decisão e a oferecer uma porção de aligot à mesa toda antes da sobremesa. Infelizmente, nem todos entendem, e alguns vão embora, batendo os pés. E assim continuará sendo porque vou manter meus princípios. Fiz essa coluna para dividir esse clássico com vocês. Para chamar a atenção de que nem sempre o simples é fácil de fazer. E ainda para dizer que nossa profissão é serviçal, não servil. O “não” ao cliente é algo que evitamos ao máximo, mas quando necessário, tem de existir!

foto:

 

  Alex Atala

  Chefe e proprietário do restaurante D.O.M., em São Paulo

 

 

Extraído de:

http://prazeresdamesa.uol.com.br/gastronomia/exibirMateria/20/a-complexidade-da-simplicidade



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